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LESÃO DO PLEXO BRAQUIAL ADULTO

O que é e

como ocorre

lesão do plexo braquial?

O plexo braquial é um grupamento complexo de nervos periféricos, com cerca de 15 centímetros de comprimento (no adulto), que se origina da medula espinhal na região do pescoço, passa debaixo da clavícula e alcança a axila, onde origina cinco nervos principais que controlam os movimentos e a sensibilidade do ombro, braço, antebraço e mão.

CAUSAS

As lesões do plexo braquial em adultos geralmente decorrem de traumatismo no pescoço e ombro resultante, na maioria das vezes, de acidentes de trânsito envolvendo veículos em alta velocidade, principalmente motocicletas. Isso leva à tração dos elementos do plexo braquial causando 3 tipos de lesões: a avulsão, o rompimento e a lesão em continuidade.

O mecanismo mais frequente é a lesão por tração do plexo braquial secundária à abertura abrupta do ângulo entre a cabeça e o ombro. Embora o mecanismo de lesão do plexo braquial ao nascimento seja semelhante, as lesões dos adultos geralmente são muito mais graves. Nos últimos anos se observa aumento da incidência de lesões provocadas por armas de fogo nas grandes cidades.

Veja aqui vídeo explicativo dos Mecanismos das lesões por estiramento do plexo braquial.

SINTOMAS

Dependendo da gravidade e da extensão da lesão, pode ocorrer uma paralisia parcial ou completa do membro superior. Os pacientes podem apresentar: movimentos da mão, mas paralisia dos músculos do ombro e do braço (paralisia superior de Erb); movimentos do braço, mas pequeno ou nenhum controle da mão (paralisia inferior de Klumpke); ou membro superior completamente flácido, sem nenhuma função sensitiva ou motora (paralisia completa).

 

Além disso, pode haver dor no membro paralisado, bem mais comum e intensa quando ocorre arrancamento dos nervos. Nesses casos, a dor é descrita como constante, em compressão ou queimação, e bastante intensa.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é realizado basicamente através de um meticuloso exame clínico. No entanto, os estudos por imagem (mielotomografia, ressonância magnética e ultrassonografia) e os estudos eletrofisiológicos (eletroneuromiografia) são de grande utilidade na caracterização da extensão e tipo de lesão.

Como é feito

o tratamento da

lesão do plexo braquial?

 

O resultado do tratamento depende não só da gravidade da lesão, mas também do tempo decorrido desde o acidente. Por isso, uma vez realizado o diagnóstico, o paciente deve ser encaminhado para avaliação de um médico especializado em lesões de nervos periféricos o quanto antes. 

REABILITAÇÃO

A reabilitação (fisioterapia e/ou terapia ocupacional) é imprescindível para manter a amplitude de movimentos nas articulações, evitar rigidez, impedir a retração de tendões e ligamentos e reduzir o grau de atrofia muscular, visando evitar um bloqueio do uso funcional do membro quando a regeneração do nervo começar. Deve ser iniciada precocemente e mantida por meses, mesmo em casos cirúrgicos. O único período em que o paciente não fará reabilitação são as três semanas logo após a cirurgia, quando o membro superior comprometido estará imobilizado.

MOMENTO OPERATÓRIO 

À exceção de alguns casos de lesão penetrante (aberta) que devem ser operados precocemente, as lesões do plexo braquial devem ser acompanhadas clinicamente na expectativa de que haja recuperação espontânea. Se em três meses o paciente não apresentar melhora funcional significativa, é indicada a cirurgia para exploração e reparo do plexo braquial. Do terceiro ao sexto mês, os resultados ainda são adequados. Do sexto ao décimo segundo mês, os resultados pioram progressivamente. Depois de um ano, a cirurgia só é realizada em casos especiais. Depois de dezoito meses, geralmente os músculos desnervados não são mais capazes de recuperar suas funções. Essa queda no resultado da cirurgia com o passar do tempo deve-se à atrofia crescente da musculatura, que é progressivamente substituída por gordura e tecido cicatricial.

TÉCNICA CIRÚRGICA

As duas principais técnicas utilizadas para a reconstrução microcirúrgica do plexo braquial são transferências de nervos e reconstrução com enxertos. Desde que haja uma raiz ou nervo espinhal preservado perto da medula, é possível retirar o tecido cicatricial ou fibrótico que bloqueia a passagem do impulso elétrico e reconstruir essa região com nervos retirados de outra parte do corpo.

Veja aqui vídeo explicativo da Reconstrução com enxertos no plexo braquial

RESULTADOS

Embora a cirurgia resulte em melhora da função do braço, em lesões completas a recuperação total da força muscular é muito rara. O paciente deve estar preparado para um longo esforço de reabilitação até que comecem a aparecer as evidências de regeneração, pois a velocidade de crescimento do nervo é lenta. Nas lesões
completas, os músculos mais distais se atrofiam por completo antes que as fibras nervosas regeneradas os alcancem. 
A reconstrução cirúrgica visa primeiro a restauração da flexão do antebraço, depois o movimento lateral do braço (estabilidade e abdução do braço) e só então tenta-se a reinervação de outros músculos. 

 

Muitas vezes são necessárias reconstruções secundárias, como as transferências de tendões e/ou de músculos, para melhorar o resultado final. Em pequeno número de casos, as lesões são de tal gravidade que não há resposta ao tratamento e as disfunções motora e sensitiva do membro superior acometido tornam-se permanentes.

A importância do

tratamento da dor

e do estado psicológico

A maioria dos pacientes com lesão do plexo braquial apresenta algum grau de dor no membro comprometido. Os medicamentos utilizados para seu controle incluem analgésicos, anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos. Massagens, eletroestimulação, bloqueios nervosos e a implantação de bomba de infusão para administração contínua de medicamentos são opções de tratamento. Nos casos de dores extremas das lesões por arrancamento do plexo da medula espinhal e que não respondem aos tratamentos mencionados, pode haver indicação para tratamento cirúrgico específico (DREZ).

Além da dor, existem efeitos psicológicos que podem trazer grande dificuldade para o paciente e familiares. Surgem preocupações com a vida após o acidente relacionadas a emprego, finanças, relações, imagem ou simplesmente com a realização de funções cotidianas, especialmente se a lesão comprometer o braço dominante. Não há dúvida de que a vida do paciente muda e a consciência deste fato leva à ansiedade e/ou depressão que podem necessitar de medicamentos específicos e de acompanhamento psicológico.

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